26 de mai. de 2011

JEN DENIKE | ROPE MIRROR

Fui visitar a primeira exposição individual da artista nova-iorquina Jen DeNike no Brasil, intitulado: Rope Mirror. A mostra inclui três novas obras - a instalação escultural criada especialmente para o espaço expositivo, uma série de fotografias C-prints, e uma performance escultural ao vivo.



Rope Mirror é inspirado em uma obra pouco conhecida de Gordon Matta-Clark, de 1969, quando ele era um estudante de arquitetura na Cornell University. Gordon contratou um grupo de adolescentes da comunidade para se reunir com ele em um cemitério à noite. Gordon e estes meninos então fizeram uma instalação com cordas que gerou uma rede improvisada de pináculos de lápides, traçando um caminho aleatório com as cordas ao redor das pontes, criando uma rede escultural de cordas, para se comunicarem com os mortos.



Gostei bastante da exposição, mas o que mais me interessou foi a relação entre a obra de DeNike com o trabalho de Matta-Clark, o qual que tive a oportunidade de visitar ano passado no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Gordon Matta-Clark é um artista e arquiteto americano, estabelecido em Nova Iorque, que se apropriava de prédios, edificios públicos e estruturas de concreto para criar sua arte, em forma de crítica à forma desordenada com que a cidade crescia.


Em um cemitério em São Paulo, DeNike vai recriar essa instalação. A obra será transportada e reinstalada como uma escultura pairante e labiríntica em suspenção na Mendes Wood. Embaixo da rede de cordas, uma série de fotografias minimalistas em preto e branco que registram renderizações de luz em espelhos.




Fabio Guilger




14 de Maio - 11 de Junho, 2011
DE SEGUNDA A SÁBADO, DAS 10 ÀS 19HS
Entrada Gratuita
Mendes Wood - Rua da Consolação, 3358 Jardins, São Paulo, Brasil
+55 11 3081 1735

MuBA


Eu fui ao Museu Belas Artes de São Paulo que tem por objetivos documentar o desenvolvimento das Artes, da Comunicação, da Arquitetura e do Design mediante a organizão de mostras e manutenção permanente de exposição relacionadas à arte contemporânea.
O quadro da foto é da artista Livia Guimarães Lopes(São Paulo, SP, 1917- 1988) foi pintado todo no carvão sobre o papel, no acervo têm várias obras dela feitas dessa forma.
Horário:
De segunda a sexta, das 10 às 20 horas e Sábado das 10 às 16 horas.
End.:Rua Dr. Álvaro Alvim, 76 - Térreo - Vila Mariana – São Paulo – SP
Tel.:(11) 5576-7300
Entrada:Grátis


Jéssica Araújo Cavalcante

Marcas do Expressionismo

A exposição "Marcas do Expressionismo" é composta por 90 obras com variações dentre pinturas, gravuras e desenhos. Gostei da proposta mas achei a sala mal produzida, algumas obras como a serie retratos paulistanos me impressionaram muito, por serem compostas pela mistura das técnicas de "xilogravura" com "cologravura" em papel. 
Herman Takasey. ST. Série retratos paulistanos, 2004
A sala é organizada de uma forma interessante, alguns quadros ficam pendurados nas paredes que formão uma estrutura oval, um corredor corta a exposição de um lado ao outro e neste corredor frazes são coladas no chão, uma frase que me chamou muito a ateção e resume o que é expressionismo para mim foi a que dizia: "Deformação Emocional da Realidade", que entendemos que aquelas obras representam uma realidade traduzida pela emoção.

Émile Tuchband. Cristo, st, óleo sobre tela
As obras são tanto de artistas brasileiros como extrangeiros também, um artista extrangeiro chamado "Émile Tuchband" me fez parar e observar por um tempo a obra que tinha o nome de "Cristo", é uma obra que o fundo é um vermelho muito escuro que esconde até a cruz um pouco, talvez o artista queria fazer de algum modo fazer referência com o sangue que foi derramado.


Marcas do Expressionismo
MAB - Rua Alagoas, 903 Higienópolis
Fundação Armando Alvares Penteado

Horários: de terça a sexta, das 10h às 20h.
Sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h.
(Fechado às segundas-feiras, inclusive quando feriado)

ENTRADA FRANCA



EXPOSIÇÃO O CORAÇÃO DA CIDADE - A INVENÇÃO DO ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA


Fui no instituto Tomie Ohtake apreciar uma exposição sobre arquitetura brasileira, fora o próprio museu que em si já é uma obra arquitetônica a exposição também é incrível. Logo da entrada podemos ver inúmeras miniaturas de projetos arquitetônicos que já foram construídos em nosso país, como por exemplo a Praça Cívica. Contando com recursos de maior tecnologia como fotografias em 3-D e imagens que se transformam dependendo do ângulo em que as vemos, a exposição se prova muito interessante e, apesar de inanimada, muito interativa. Estão sendo expostos mais de 115 projetos,45 basilares e 70 referenciais, por meio de fotos, além de maquetes, desenhos originais, projeções, reproduções e plantas. Disponível para visitação gratuita até o dia 3 de Junho.


Tathiana Nicolellis