24 de mar. de 2011

Elemento Vazado - Matilha Cultural

Luccas Pietro
A matilha é um espaço cultural que reserva seu espaço para fins de exposições que questionem ou incentivem o debate a respeito de propostas ambientais. O espaço da galeria não é muito grande, um amplo salão subsolo é todo o espaço da matilha. Localizada na região central de São Paulo a galeria conta com exposições que são trocadas periodicamente, e em suma o espaço da galeria interage com a arte. A exposição deste mês é chamada de “elemento vazado”, é basicamente composta por artes feitas por stencils. A arte por stencil vem ganhando grande destaque na mídia internacional, com o artista inglês Banksy, famoso por pintar murais de stencils com criticas políticas e sócio culturais, concorreu ao Oscar no ultimo evento. Os artistas brasileiros também tendem a este lado de critica, mas não tão intensa até então. Os cinco maiores nomes do stencil brasileiro pintaram as paredes das galerias, Alto Contraste, Celso Gitahy, Daniel Melim, Rodrigo Chã e Ozi.

Eu gostei muito da exposição e principalmente da ideologia da galeria. No site ela disponibiliza contatos para exposições, o que incentiva ainda mais a arte urbana. Eu como grande admirador do grafite, stencil, sticker, pixação e outras artes urbanas fiquei impressionado com a evolução dos trabalhos dos brasileiros. Uma ótima criatividade, com o seu valor crítico, e a sua adaptação com o ambiente (como na foto do quadro) utilizando-se de pequenas características do Pop Arte. A entrada é franca e é bem ao lado da FAAP, então vale a pena dar uma passadinha. Segue na imagem abaixo as informações da exposição.



New Ads for São Paulo


Henrique Gaspar
A exposição New Ads for São Paulo, do alemão Franz Ackermann, propõe preencher os espaços em branco da paisagem paulistana. A mostra acontece simultaneamente no Galpão e na Galeria Fortes Vilaça trazendo uma mescla de formas geométricas coloridas, desenhos feitos a lápis e fotografias.
Entrevista com Franz Ackermann concebida pelo O Estado de S. Paulo.
Como foi a concepção da mostra?
Sempre tive uma relação com a arquitetura, com a vida urbana daqui. Esta é uma enorme exposição sobre minha experiência com a cidade.
Você morou dois meses aqui. Como essa experiência influenciou a mostra?
Eu decidi, muito radicalmente, mudar todo meu estúdio de Berlim para São Paulo. Trouxe minha equipe da Alemanha e nós pintamos aqui. Meu apartamento também se tornou um estúdio. Então, a experiência não é mais a de um turista, mas a de um artista que vive na cidade.
As obras que estão na Galeria remetem à natureza. E as do Galpão, à agitação urbana. Por que escolheu esses dois caminhos?
É uma espécie de situação ambivalente na cidade, entre a natureza e o urbanismo. Eu fiz uma pintura nas paredes da Galeria, como um bosque. Então, pus algumas pequenas aquarelas nas ‘árvores’, como ‘frutos’. No Galpão, abordei minha relação de forma documental com São Paulo – as fotos em preto e branco criam um confronto com minhas pinturas.
Essas fotos são uma parceria entre você e Eduardo Ortega. Como foi isso?
Eu, como pintor, não seria capaz de fazer fotos brilhantes. Fiz as fotos com minha pequena câmera. Depois, voltei aos lugares com Eduardo, levando as fotos, e ele conseguiu esses resultados brilhantes. Elas são pedaços de minhas andanças, mas feitas por um fotógrafo profissional.
Ackermann na Galeria
Começando do pior para o melhor. Primeiro passo. Onde está a galeria? Logo de cara me deparei com uma casa branca de portas fechadas que não tem nome nem número algum. "Que ótimo!", pensei. Estou no lugar errado. Ao bater na porta descobri que não havia cometido nenhum engano. Lá estava a galeria.
A galeria encontra-se dividida em dois andares, e sem saber em qual andar estavam os trabalhos de Ackermann comecei pelo superior. Por se tratar de um lugar pequeno não fiz questão de perguntar, quis apreciar tudo que estava à disposição.
Andar superior da galeria:
Havia bastante material, 23 obras. Numa parede verde-claro bem sem graça estavam expostos alguns trabalhos que destoavam com a proposta de "natureza" da Galeria - tirando o próprio verde da parede - e tão pouco remetiam aos fortes traços do alemão em suas obras. Como não havia informação alguma ao lado dos quadros nem ninguém para me acessorar até agora não sei se são ou não do artista.

Andar inferior da galeria:
Nesse andar posso afirmar que todas as obras que lá estão são de Ackermann; é notável. São 18 obras que interagem com as paredes do lugar. Com tons de marrom e rosa ao fundo, escolhido pelo artista pra dar aquele clima de natureza, Franz expõe seus desenhos.



Ackermann no Galpão
Do pior pro melhor, dizem que o melhor sempre fica pro final. Sem saber disso, fui até o galpão. Mais uma vez me confrontei com uma porta fechada, mais do que acostumado e certo de que estava no lugar onde deveria, toquei a campainha.
O que se esperar de um galpão de uma galeria de arte? Eu não sabia a resposta até entrar em um. As 34 obras de Ackermann se misturam em meio aquele amontoado de caixas com outras obras de arte sendo cuidadosamente empacotadas. Pessoas trabalhando. Diversas obras - também expostas, ou não - de vários artistas conceituados. Incrível! Afinal, é ou não o lugar ideal pra representar a agitação urbana da capital paulista?

Olha o que eu encontrei no meio da bagunça do galpão;
da dupla paulistana Osgemeos.


Voltando ao que interessa:

Onde? Galeria. Rua Fradique Coutinho, 1500. Vila Madalena T: 3032-7066
Galpão. Rua James Holland, 71. Barra Funda T: 3392-3942
Quando? Terças a sábados das 10h às 19h. Até 30/04.
Quanto? Grátis!




Galeria Fortes Vilaça > www.fortesvilaca.com.br
Mais 49 fotos para você conferir > www.eye4design.com.br/living#franz-ackermann--4

Choque Cultural - Coletiva Choque 2011




Rebecca Millais


CHOQUE CULTURAL - COLETIVA CHOQUE 2011


A Choque Cultural, além de ser um projeto de galeria comercial, envolve educação e compromisso sócio-cultural, uma vez que sua principal missão é “aproximar o público jovem das artes plásticas, incentivando o colecionismo, produzindo conhecimento e promovendo intercâmbios.”
O projeto foi fundado em 2003 e desde então, já contou com a participação de mais de 200 artistas brasileros, mais de 50 artistas internacionais, levou brasileiros à Europa e Estados Unidos em grandes exposições e criou um importante network entre galerias, artistas e colecionadores, além de ter chamado a atenção de instituições e museus por todo o mundo.


A exposição Coletiva Choque 2011 reúne nomes da arte urbana contemporâncea. Alguns artistas como Cesar Profeta, Pacolli e Base-V se juntaram ao grupo recentemente enquanto outros, como Emerson Pigarrilho, Fefe Talavera e o Coletivo SHN já envolvidos com o projeto, lançam novas artes.


“Além das telas desenhos, esculturas vídeos e fotografia, os artistas exploram suportes, como instalação, arte ambiente, site specific (obra feita especialmente para um espaço) e intervenções urbanas (no entorno da galeria, nas ruas e imóveis próximos."
A galeria conta com inúmeras obras, expondo pinturas de diversos tipos, esculturas, fotografias e apresentando nesta exposição de 2011 mais de 50 quadros. Os preços das obras variam entre 100 e 12,000 reais. Os trabalhos são incrivelmente modernos e agradáveis aos olhos.



Gostei bastante da exposição e tive a oportunidade de conhecer uma forma de arte completamente alternativa e interessante, e de entrar num lugar que nunca imaginaria conter tantas preciosidades justamente por ser apenas uma casinha colorida. A visita vale muito a pena e recomendo a qualquer pessoa que se interesse pela arte.












Endereço:
Rua João Moura, 997 – Pinheiros


Horários:
Terças aos Sábados 12:00 – 19:00


Igresso: Grátis


Contato:
+55 11 3061-4051
skype: choque cultura



Site:http://choquecultural.com.br/