17 de mar. de 2011

SescSP Santana


A rede SESC sempre apresentou uma vasta agenda cultural, desde teatro até exposições. O SESC Santana está atualmente com 4 exposições no momento , sendo duas delas de graffiti, uma de fotografias e outra de ilustrações. Eu visitei todas elas, devido ao número de exposições, elas em si não eram grandes e ocupavam partes distintas do SESC.

A primeira exposição do SESC é na verdade fora dele, um muro logo do lado dele onde o SESC expôs a obra de um grupo de grafiteiros chamado OPNI. O tema da obra é o crescimento desenfreado de São Paulo mostrando a vida de moradores de São Paulo e a jornada diária deles, desde malabaristas de farol até trabalhadores q tomam o ônibus as 6 da manha, e em cada mudança de cena dentro da obra um relógio acompanha a cena mostrando o horário do acontecimento.O nome da obra é SP24H.


Logo depois de visualizar essa exposição, na entrada do SESC, mostra as fotos de Ricardo Hantzschel, onde ele explora os vitrais da capital. A exposição é composta de 14 obras, expostas em uma fileira logo na entrada do SESC.





“Neste trabalho o artista documenta a arte vitral espalhada pela capital. Ao explorar a relação entra luz e transparência na arquitetura, o fotografo convida o público a vislumbrar as obras sobre ângulos e óticas incomuns.”

A terceira exposição localiza-se no foyer do teatro do SESC, a qual explorava ilustrações feitas diretamente na parede, a exposição por Erica Mizutani, abrange técnicas mistas, onde o preto e o branco tem predominância.

A ultima exposição localiza-se no fundo do SESC, no muro do jardim. A obra feita em graffiti inspira-se nos quatro elementos fundamentais ao planeta terra: Ar, terra, fogo e água. A obra mostra cebolas crescendo na terra, vulcões entrando em erupções tudo isso feito ao estilo bem “cartunesco”. A obra é do artista Graphis e o grupo de grafite AR Crew.


Entrada franca para todas exposições.

Exposição SP24H- Até 04/11, 24 horas.

Exposição Ricardo Hantszchel – De 05/03 até 05/05, 24 horas.

Exposição Erica Mizutani – De 05/03 até 05/05, das 13h até as 20h.

Exposição Muro do jardim- Até 27/03 , das 10h até as 21h (sábados e domingos até as 18h).

Avenida Luiz Dumont Villares, 579

Santana

Telefone: 11 2971-8700

16 de mar. de 2011

CARNAVAL FOR ALL





Andréa Figueira G. do Curral

CARNAVAL FOR ALL - David Wolf




Cenas, fantasias, rostos, detalhes, texturas, personagens anônimos e emblemáticos de uma humanidade enfim feliz. A exposição apresenta fotos tiradas durante os quatro dias de Carnaval, nos últimos dez anos. Lugares tão diferentes como São Paulo, Olinda, Diamantina, Barranquilla (Colômbia), Guamote (Equador), Oruru (Bolívia), Nova Orleans (EUA) e Düsseldorf (Alemanha). As imagens são do fotógrafo americano radicado em São Paulo, David Wolf.




A forma como as pessoas se apresentam nas fotos me interessou muito, toda a questão da diversidade cultural, em uma festa comemorada em grande parte do mundo. A exposição é pequena, com 45 imagens e sem muita informação, porem não é preciso muito para sentir o que elas representam.










O Carnaval evoluiu ate a festa que conhecemos hoje: um cabaré de rituais e revelias misturadas, com raízes européias, nativas americanas e africanas, repetido a cada ano, sempre ligando seu término ao inicio do planejamento para as festividades do próximo ano. E assim, essa tradição tem atravessado os séculos se adaptando a culturas, costumes e linguagens, como a própria humanidade, transformando-se ao longo do tempo.


Guamote, Equador - 2003




Em um mural, logo na entrada, apresenta-se uma citação do fotografo, onde ele explica o porque clica tantas cenas do carnaval, em suas palavras ele comenta:
“Por ser uma ocasião em que as pessoas estão dispostas a serem fotografadas, com cenário e figurino prontos e em movimento.”
Sendo assim uma ironia, é como se bastasse simplesmente esta lá e apertar o botão, sem necessitar de sensibilidade estética, saber compor e esculpir luz.


Düsseldorf, Alemanha - 2007



Nova Orleans, Estados Unidos - 2005

São Paulo, Brasil - 2008



Barranquilla, Colômbia - 2006

Até 27 de Março, segunda a sexta, das 9h às 18h; sábados, das 9h às 15h

Memorial da América Latina

Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Metrô Barra Funda (Barra Funda)

Tel: (11) 3823-4600

Ingressos: Grátis


Corpos Radiográficos




Gregório Chefaly





Corpos Radiográficos
Obras de Coleção Mavi



Artistas: Jaime Cruz - Roberto Edwards - Mario Fonseca - Gonzalo Ilabaca - Paz Lira - Ricardo Maffei - Guillermo Núñez - Gregorio Papic - Alejandra Raffo - Ian Szydlowsky


A mostra apresenta uma seleção de pinturas, fotografias, gravuras e instalações pertencentes à Coleção MAVI, que pretende replantar o tema "corpo" na arte desde sua perspectiva biológica, facilitando um olhar interno, gerando metáforas e dando lugar a novas interpretações.



"O artista se aproximou do corpo através dos diferentes meios de representação, articulando assim discursos que problematizam o mercado da arte, críticas sociais e políticas ou temáticas autobiográficas. Refletir sobre o tema "corpo" nos leva também a refletir sobre o ser humano; nesse caso, pensar sobre seu caráter biológico, dar conta do seu interior e materialidades, nos faz perceber as qualidades e falências humanas.



Alejandra Raffo

Ojo caníbal anverso / Ojo caníbal reverso

Impressão digital sobre lenticular (caixa de luz)

2004/2005



Durante o Renascimento, o Homem sofre uma série de fatos que o levam a um certo processo de individualização, que caracteriza-se por instaurar uma nova consciência do corpo; a consideração deste como elemento de posse e como suporte do indivíduo.




Ian Szydlowsky

Vanitas y la muerte

Água-forte

1994


A distinção entre mente e corporalidade, a valorização da alma como sustância essencial do Homem, assim como os avanços na anatomia, dão ao corpo a condição de objeto e fazem deste um foco de estudo, um espaço de constante exploração.



Mario Toral

Tótem V

Água-forte

1963-1966



A noção dualista do Homem e a perspectiva radiográfica estreada pelos anatomistas
estabelecem a representação do corpo que se possui na atualidade; um suporte de órgãos vulneráveis, exposto à efermidade, ao envelhecimento e à morte. A medicina ocidental opera com o fim de superar tais obstáculos, prediz e seleciona o corpo, respondendo à certa espécie de obsessão pela imunidade. É necessário um corpo asséptico, biológica e moralmente controlado, que contenha seus impulsos e particularidades, assim como a extensão dos ciclos orgânicos e, fundamentalmente, a preservação da vida." Andrea González, curadora.


Alejandra Raffo

Ojo golosina caníbal


Impressão digital sobre lenticular (caixa de luz)
2004/2005


Com base nisso, pude perceber através dessa mostra uma tentativa de explorar o corpo humano não só de maneira externa, e sim de uma forma contemporânea pela qual este é abordado e estudado nos tempos modernos: internamente. Ao ler o nome da exposição na entrada, achei que fosse ter uma experiência mais literal sobre o foco da mostra (apenas radiografias), porém percebi que as cercas de 30 obras dos diversos artistas participantes procuravam evidenciar, de maneira mais artística, a transparência da pele, a forma como a personalidade da figura humana e a essência do sujeito vêm se perdendo com a obsessão do Homem pela observação, controle e perfeição do corpo.




Roberto Edwards

Primavera, otoño

Fotomontagem

2001


SERVIÇOS



QUANDO:

Terças e Quartas feiras: das 11:30 às 18:30
Quintas feiras aos domingos: das 11:30 às 20:30


ONDE:

MAVI - Museo de Artes Visuales
Rua José Victorino Lastarria, 307 - Praça Mulato Gil de Castro - Santiago, Chile


ATÉ QUANDO:

11 de março a 24 de julho de 2011


QUANTO:

Entrada franca


LINKS RELACIONADOS:

http://www.mavi.cl/


CONTATO:
(56-2) 638 35 02 / 664 93 37