

O teatro do absurdo, ou talvez o abismo do não saber, denunciam que o silêncio é a maneira subjetiva de envolver as circunstâncias de modo psicológico e social. Sendo assim nada mais do que a valorização do “SER CALADO”.
Por vezes imagino que poucas pessoas consigam entender o que aqui foi dissertado, por isso esta exposição desse brilhante fotógrafo Bob Souza, me avivou uma vontade de traduzir de maneira mais sucinta e concreta do que se trata a valorização do silêncio.
Ir ao teatro e ver atores desenvolvendo o hábito do “não falar” é visto por alguns como uma ofensa, apesar de não ser. Quando nos deparamos com as fotos de Bob, fica mais fácil entender que o silêncio do sentir. Vá e sinta a energia transmitida em cada corredor, sem que nenhuma palavra seja dita, porém, todas sentidas.

A palavra não mostra mais. A palavra tagarela. A palavra é literária. A palavra é uma
fuga. A palavra impede o silêncio de falar. A palavra ensurdece. Em vez de ser ação, ela
nos consola como pode por não agirmos. A palavra desgasta o pensamento. Ela o deteriora.
O silêncio é de ouro. A garantia da palavra deve ser o silêncio.
Jean-Pierre Ryngaert
Exposição: Palco
Fotógrafo: Bob Sousa
Local: Reitoria da Unesp
De: 24 de fevereiro a 24 de março
Horário de abertura da exposição: 9 horas
Horário de visitação: das 8 às 17 horas – de segunda à sexta-feira
Local: Rua Quirino de Andrade, 215 – Centro – São Paulo
Telefone: 11 5627 0235
Entrada gratuita
Indicação: Livre










