24 de fev. de 2011

Palco (metáfora do silêncio)



A exposição “Palco” do fotógrafo Bob Souza, abriu hoje dia 24 de fevereiro de 2011, na Reitoria da UNESP, Bob conseguiu organizar uma exposição cujo tema “emudece” Peças teatrais, o sentir de cada ator nos causam sensações naqueles vãos. Fotos de cenas estão estampadas nas paredes de madeira e gesso, organizadas como corredores, por onde aquelas imagens ali estateladas traduzem a alma do teatro. São 24 imagens de grandes espetáculos e personalidades (atores).




O teatro do absurdo, ou talvez o abismo do não saber, denunciam que o silêncio é a maneira subjetiva de envolver as circunstâncias de modo psicológico e social. Sendo assim nada mais do que a valorização do “SER CALADO”.
Por vezes imagino que poucas pessoas consigam entender o que aqui foi dissertado, por isso esta exposição desse brilhante fotógrafo Bob Souza, me avivou uma vontade de traduzir de maneira mais sucinta e concreta do que se trata a valorização do silêncio.
Ir ao teatro e ver atores desenvolvendo o hábito do “não falar” é visto por alguns como uma ofensa, apesar de não ser. Quando nos deparamos com as fotos de Bob, fica mais fácil entender que o silêncio do sentir. Vá e sinta a energia transmitida em cada corredor, sem que nenhuma palavra seja dita, porém, todas sentidas.


A palavra não mostra mais. A palavra tagarela. A palavra é literária. A palavra é uma
fuga. A palavra impede o silêncio de falar. A palavra ensurdece. Em vez de ser ação, ela
nos consola como pode por não agirmos. A palavra desgasta o pensamento. Ela o deteriora.
O silêncio é de ouro. A garantia da palavra deve ser o silêncio.
Jean-Pierre Ryngaert



Exposição: Palco

Fotógrafo: Bob Sousa

Local: Reitoria da Unesp

De: 24 de fevereiro a 24 de março

Horário de abertura da exposição: 9 horas

Horário de visitação: das 8 às 17 horas – de segunda à sexta-feira

Local: Rua Quirino de Andrade, 215 – Centro – São Paulo

Telefone: 11 5627 0235

Entrada gratuita

Indicação: Livre

23 de fev. de 2011

Comunidade de gostos: Arte Contemporânea Chinesa desde 2000



















Matheus Dantas Chaves


Comunidade de gostos: Arte Contemporânea Chinesa desde 2000



Protagonistas da economia mundial, os chineses também vêm despontando no cenário da arte contemporânea. O Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP reúne 48 obras de importantes artistas chineses, Dong Wensheng, Gao Shiqiang, Gu Wenda, Han Lei, Hong Lei, Jiang Zhi, Jin Shi, Li Hui, Li Qing entre vários outros. As obras são compostas por fotografias, pinturas, videos e instalações.


A exposição surpreende o público pela multiplicidade de temas,pela variedade de técnicas e pela pesquisa de novas linguagens.E o mais interessante é que deixa evidente a transformação da arte que até bem pouco tempo estava estagnada na tradição milenar.A arte contemporânea chinesa reflete também a postura de protagonista na economia, buscando uma posição de destaque no cenário mundial.


Fascinados com esta "liberdade" adquirida, os jovens artistas começaram a investigar a arte ocidental. Mergulharam em experimentações, atraídos pela possibilidade de expressar paixões e sonhos. A arte chinesa contemporânea passou a apresentar obras com sentido de missão e responsabilidade social.























Jin Shi


Pequeno negócio: banho para os pés 2009


Instalação


198x82x182 cm




















Gu Wenda

Farol Celestial- Palácio do Chá 2010

Fotografia

112x191 cm













Li Qing

Imagens de Desconstrução e Unidade

Óleo s/ tela























Dong Wensheng
A vida flutuante 2010


Fotografia


112x191 cm





Quando: De terça a sexta-feira, das 10 às 18 horas, sábados, domingo e feriados, das 10 às 16 horas.





Onde: Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP (Praça do Relógio, 160, Cidade Universitária, São Paulo)





Até Quando: 27 de março de 2011





Entrada gratuita.





Links relacionados: http://migre.me/3WHFS

Muros da Memória

André Luis

Eduardo Kobra - Muros da Memória

O artista plático Eduardo Kobra está deixando a cidade de Sampa mais bonita. O projeto tem como principal objetivo transformar a paisagem urbana através da arte. É uma mistura de nostalgia e modernidade, por meio de reprodução de imagens do inicio do século.
Eduardo Kobra é conhecido pelos seus traços realistas e murais gigantescos.
Kobra, como é mais conhecido, decidiu fazer uma serie de murais para presentear a cidade de Sampa. Estes murais levaram o nome de: "Muros da memória".
A nostalgia é o primeiro sentimento que observamos ao ver um mural retratando a São Paulo de antigamente. Uma São Paulo romântica, uma São Paulo de Adoniram e da garoa nos finais de tarde.
Eduardo Kobra é o tipico paulistano oriundo da periferia, grafiteiro e o mais importante, ele é Corintiano. Quando ele faz esse processo de resgate da memória de Sampa, fiquei pensando como a nosso São Paulo será resgatada daqui a cem anos. Será que observarão com nostalgia nosso caos, nosso congestionamento, nossas enchentes, nossa decomposição. Será?
Kobra traz ao nosso imaginário a idéia de como é que era aquela Sampa dos bohemios, dos sambistas, do chorinho, das Senhoras e Senhoritas, dos chapeus Panamá e das sombrinhas. Caetano, o mais paulista dos baianos compôs a música que de fato descreve a nossa Paulicéia e agora com Kobra temos a oportunidade de fazer o casamento da imagem com a palavra. Os murais de Kobra são como tradução em imagens da música de Caetano. E novamente fica provado que São Paulo é o avesso do avesso.

Centenário de Adoniran Barbosa.


Av. 23 de Maio








Os murais do Kobra, podem ser visto a qualquer momento por toda a cidade de São Paulo, mas principalmente na região da Vila Madalena e Pinheiros. O murais ficam expostos por tempo inderteminado, pois a qualquer momento podem sofrer uma intervenção, como um muro em demolição ou até mesmo algum ignorante que queira "apagar" a obra de arte, pintando por cima com uma tinta branca.

Links: www.eduardokobra.com